COP30 mobiliza negócios no Pará e microempreendedores estão otimistas

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EBC – De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), os pequenos negócios correspondem a 95% das empresas do Pará. Os empreendedores revelam estar ansiosos pelo início da COP30, com a expectativa de que o evento sirva como vitrine para seus produtos e talentos.

“Nós temos um potencial turístico muito grande e uma cultura viva. Mas espero que esse intercâmbio aconteça com respeito e que a gente consiga ter discussões sobre um futuro mais sustentável”, disse a empresária e designer Isabela Sales.

Ela se preocupa com a natureza e, por isso, fez pesquisas em busca da matéria-prima ideal, descobrindo à câmara de pneu.

“Tem um potencial estético interessante, porque se assemelha ao couro. Além disso, demora muito tempo para se decompor, cerca de 600 anos. Aí a gente reaproveita”, explica.

Com trabalho artesanal, Isabela produz acessórios, bolsas e carteiras.

Caminhos da Reportagem também mostra a expectativa do setor hoteleiro da capital paraense. É o caso da empresária Simone Pereira, que investiu em inclusão e sustentabilidade.

“A gente vê a COP30 como uma oportunidade de crescimento. Nós saltamos de 19 para 30 quartos. Esses novos quartos terão acessibilidade [para pessoas com deficiência] e um olhar mais criterioso para o meio ambiente”, disse.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, comenta que, pela primeira vez, a COP30 terá um retrato da pequena economia.

“Não podemos imaginar alcançar a sustentabilidade sem a presença e o protagonismo desse tipo de negócio, não apenas no Brasil, mas no mundo”, avalia.

A produção do programa também acompanhou o trabalho da empreendedora Izete Costa, que aposta na economia verde, com a venda de chocolate feito a partir de cacau da Amazônia. A receita tem origem familiar e foi bem aceita pelos consumidores. No entanto, lembra que o desenvolvimento do produto precisa envolver toda a comunidade.

“Uma das coisas de que os ribeirinhos precisam é acesso a crédito, para que consigam se manter na área, protegendo e preservando”, defende.

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, encara a oportunidade como um desafio para o país.

“Vai ter uma dimensão em que a gente vai aprender muito, mas a COP30 também é uma ocasião para o mundo inteiro entender muito melhor as contribuições que o Brasil pode dar”.

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