COP30: Pavilhão de Singapura exalta inovação e forte elo com o Brasil

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Lucas Quirino/DOL – A COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) transformou a capital paraense, Belém, em um mosaico cultural raramente visto no mundo. Entre discussões climáticas, negociações técnicas e agendas ministeriais, a conferência também se tornou uma verdadeira feira global de ideias, tradições e soluções ambientais, reunindo pavilhões de mais de 100 países — cada um trazendo um pedaço de sua própria identidade para o coração da Amazônia.

No meio desse universo multicultural, um pavilhão em especial vem chamando atenção dos visitantes desde o primeiro dia: o de Singapura, um dos mais disputados do evento na Zona Azul. O espaço se destaca não apenas pela estética, mas pela narrativa que combina simbolismo, sustentabilidade e uma profunda conexão com o Brasil, país anfitrião da conferência.

Foto: Andressa Ferreira/DOL

Segundo os organizadores do espaço, ele é inspirado na vegetação de Cingapura e do Brasil. O Pavilhão de Singapura foi construído com materiais que celebram a natureza e a regeneração — conceitos centrais para a COP30. O design, delicado e ao mesmo tempo resistente, nasce do uso de papel reciclado trabalhado em recortes intricados, entrelaçados com folhagens locais que formam uma paisagem viva. O resultado é um ambiente que traduz a visão da cidade-Estado como “Cidade na Natureza”, em diálogo direto com a floresta amazônica.

Além do papel reciclado, o uso de palha local e madeira reaproveitada reforça o compromisso compartilhado entre Brasil e Singapura com práticas sustentáveis. A composição do espaço recebeu o nome de Interwoven Purpose (Propósito Entrelaçado), simbolizando a união de culturas, saberes e soluções — um espírito que, segundo visitantes, sintetiza perfeitamente o propósito da COP30.

A procura crescente pelo pavilhão também se explica pela experiência sensorial que ele oferece. Entre as atrações mais comentadas estão as bebidas selecionadas para demonstrar a inovação e o compromisso ambiental de empresas asiáticas. A lista inclui o Paksong Coffee, produzido com grãos 100% orgânicos; o Gryphon Tea, com chás não transgênicos de plantações éticas; e o Oatbedient Oat Milk, que aposta em bebidas vegetais sustentáveis para as futuras gerações.

Mas o que mais desperta curiosidade é o Prefer Coffee, uma alternativa de “café” que simboliza o futuro da economia circular: feito a partir de arroz e soja fermentados, o produto é elaborado com pão do dia anterior, polpa de soja e cevada reutilizada de cervejarias. Tudo passa por um processo de fermentação, torra e moagem que cria uma bebida aromática e surpreendente, considerada por muitos visitantes como um dos sabores mais inovadores da conferência.

Foto: Andressa Ferreira/DOL

Enquanto chefes de Estado, negociadores e especialistas se reúnem para discutir metas climáticas, os pavilhões internacionais ajudam a contar outra parte fundamental da história da COP30: a de que enfrentar a crise climática é uma tarefa que exige diversidade de ideias e a união de povos. E, no centro desse encontro multicultural, Singapura não apenas marca presença — conquista, inspira e dá o tom de um futuro possível.

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