Sipriano Ferraz destaca importância de fundos clímáticos para o setor da saúde

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A prestação de serviços de saúde em regiões amazônicas enfrenta obstáculos únicos que demandam investimentos específicos e planejamento diferenciado para atender comunidades isoladas. É o caso de muitos municípios paraenses.

Sumariamente, estes desafios acabam agravados por conta das consequências diretas da crise climática sofridas por comunidades que vivem em localidades distantes de centros urbanos. Nesse contexto, o presidente do Hospital das Clínicas Gaspar Vianna, Sipriano Ferraz, alertou para a necessidade de destinar parte dos recursos de fundos climáticos para ações de saúde voltadas às populações vulneráveis da Amazônia brasileira.

Complexidade da assistência médica amazônica

Diante disso, o gestor ressaltou que oferecer cuidados em municípios amazônicos representa um desafio logístico e financeiro superior ao enfrentado em outras regiões do país. Cenário agravado por alterações climáticas, que causam secas de rios, por exemplo, que dificultam a navegabilidade.

“Muitos não enxergam mas um episódio de crise climática causa uma crise sanitária. Vemos surtos de doenças como leptospirose e malária no interior da Amazônia, pois mesmo os pacientes controlados precisam do tratamento contínuo, que acaba interrompido pelo não fornecimento de medicamentos ou vacinas logo após casos de desastres ambientais”, conta Sipriano.

Assim, para o especialista, é fundamental preparar-se antecipadamente para enfrentar tais cenários antes que se tornem emergências.

Impactos climáticos na saúde regional

Ele enfatizou a importância de sensibilizar autoridades mundiais sobre essa realidade específica da região.

Nesse sentido, segundo o dirigente, profissionais que atuam diariamente na área de saúde amazônica já se adaptaram a esses obstáculos, mas considera chegado o momento de amplificar essas demandas em eventos globais, como a COP30.

Reivindicação de verbas internacionais

Assim sendo, Ferraz defendeu que parte dos fundos climáticos seja direcionada para ações de saúde voltadas às populações em situação de vulnerabilidade. O fundo, que visa unir setores público e privado, tem como objetivo apoiar países com extensas áreas florestais preservadas, caso do Brasil.

Por fim, o dirigente expressou expectativa de que a COP realizada em Belém seja efetivamente voltada à implementação de medidas concretas, possibilitando avanços na saúde amazônica já a curto e médio prazo.

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