Arte que pulsa da floresta: pinturas do povo Xikrin encantam turistas na COP 30

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Letícia Corrêa/DOL – No coração da Floresta Amazônica reside a pluralidade de povos indígenas que trazem na arte e na cultura, a sabedoria da natureza. E é por entre traços precisos e movimentos característicos que o povo indígena Xikrin do Kateté, do município de Parauapebas, no sudeste do Pará, traz para maior conferência do clima, em Belém, o grafismo representativo.

Reforçando o compromisso e o protagonismo dos povos originários, o coletivo composto por homens, mulheres e crianças celebra no grafismo corporal as referências amazônicas. “Os desenhos podem significar animais, elementos da natureza, como cobra, borboleta, peixes e outros”, destaca Bekrame Xikrin, fotógrafo e indígena da etnia Xikrin. 

Segundo Bekrame, as pinturas são feitas apenas por mulheres, que carregam consigo a ancestralidade. Desde cedo, elas aprendem o significado dos desenhos, das pinturas corporais que trazem simbologias e significados profundos dos povos originários. 

Mulheres indígenas Xikrin do Kateté. (Foto: Letícia Corrêa/DOL).

Experiência imersiva e inédita

Vindo à Belém pela primeira vez, o paranaense Sérgio Kosturehko descreveu a imersão de vivenciar de perto a cultura paraense e amazônica. “Por ser professor de história, é um assunto que tenho bastante contato na teoria, mas encontrar esses povos e ter um contato direto com eles, é uma experiência incrível”, destaca. 

Para o historiador, participar ativamente desse encontro na COP 30 foi uma forma de colocar em prática os valores aprendidos. “A pintura foi uma forma de resgatar esse fator histórico e quando eu vi, quis aproveitar a oportunidade.”, completa.

Para o professor de História, Sérgio Kosturehko, é uma experiência incrível poder fazer parte dessa vivência. (Foto: Vicente Crispino/DOL).

Os valores das pinturas corporais variam conforme o grafismo escolhido e os tamanhos, podendo ser pagos por meio de pix, dinheiro, cartão e outras formas de pagamento. 

As pinturas podem ser feitas em qualquer parte do corpo e quem desejar realizá-las, pode se dirigir até a Green Zone, um espaço aberto ao público de 09h às 19h, até o dia 21 de novembro, em Belém. 

O  local valoriza o que há de melhor na Amazônia e abre um leque de programações para quem deseja conhecer diferentes temas que englobam as mudanças climáticas e a sustentabilidade do bioma. 

As pinturas podem significar diversos elementos da natureza amazônica. (Foto: Letícia Corrêa/DOL).
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