Energia do Futuro: Hydro destaca tendências para a transição energética em painel na COP 30

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Letícia Corrêa/DOL – Com a COP 30 sediada pela primeira vez na Amazônia, pautas essenciais se fazem presentes para discutir o futuro e a sustentabilidade do planeta e a Norsk Hydro, referência em atuação na Amazônia, discutiu durante a conferência do clima, em Belém, estratégias para se fazer uma transição energética justa no Brasil. 

Nesta sexta-feira(14), a empresa global presidiu o Painel Transição Energética: Novos pilares da energia no Brasil e no mundo. Na ocasião, estiveram presentes na mesa, o CEO da Norsk Hydro, Anderson Baranov, a Secretária Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Ana Paula Bittencourt, o Vice-Presidente do Instituto Brasileiro de Mineração, Fernando Azevedo e Silva, e o presidente da ABRACE Energia, Paulo Pedrosa. 

O painel teve como prioridade discutir a mineração de baixo carbono no Brasil e como se pensar em energias mais limpas para o meio ambiente e a sociedade. Entre as principais razões para o uso da transição energética, está a drástica diminuição das emissões de gases de efeito estufa (GEE), que são um dos principais temas discutidos durante a conferência. Com o aumento da temperatura do planeta e a busca pela manutenção dos 1,5ºC determinados pelo Acordo de Paris, em 2015, buscar soluções concretas têm sido fundamentais para a Hydro. 

A empresa já atua na transição energética e se posiciona como protagonista no avanço de estratégias que colaboram com a mitigação climática. “Desde 2022, nós investimos R$12,6 bilhões na troca de matriz energética da Alunorte, investimos em quatro plantas de energias renováveis. Além disso, usamos a tecnologia através de parcerias com universidades usando o caroço do açaí para fazer biomassa. Então, a Hydro vem disseminando esse trabalho para outras mineradoras. “, destaca o CEO da Norsk Hydro Brasil, Anderson Baranov. 

Com exemplos concretos, a Hydro segue na busca por metas de redução das emissões de 30% do CO2 até o ano de 2030, além de zerar as emissões líquidas até 2050. Baranov destacou ainda o papel da empresa na responsabilidade social de comunidades e moradores da Amazônia. 

“Nos últimos dez anos, a Hydro segue atuando junto às comunidades locais, indígenas, quilombolas, de forma justa e transparente e explicando de que modo funciona nossa operação. Mas ainda há muito a se fazer”, completa. 

 

O papel da transição energética para a mineração

A troca por uma energia que seja justa para a sustentabilidade do país e do mundo também é fundamental e interfere diretamente nos processos de mineração.

A secretária de Minas e Energia, Ana Paula Bittencourt, destacou de que forma aprimorar a atuação da pasta para incentivar a adoção de baixo carbono em escala nacional. “Uma das coisas que estamos propondo é justamente avançar nessa prioridade. Um dos nossos desafios é a celeridade nos processos ambientais de licenciamento mineral. Desse modo, fazer isso de forma integrada é uma das nossas principais ações”, pontua a secretária. 

O papel da mineração na transição energética vem como um arcabouço primordial no uso dos recursos naturais e a demanda global pelo uso das energias renováveis nessa cadeira vem se mostrando ainda mais necessária. 

“A transição energética para a mineração no Brasil é uma oportunidade, sobretudo pela perspectiva geológica. Além disso, temos reservas robustas de minerais, como alumínio e bauxita e nesse caso, entra o papel das parcerias estratégicas para que nós possamos avançar nesse processo e no aumento da produção mineral.”, afirma.

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