Um evento de grande sucesso e importância, que aconteceu nos anos anteriores nos Emirados Árabes Unidos e no Azerbaijão, quando esses países foram sedes da Conferência das Partes da ONU, ocorre no Brasil em 2025, meses antes da cúpula do clima em Belém. O Rio de Janeiro receberá, entre 8 e 10 de abril, o Forecasting Healthy Futures Global Summit, que reunirá líderes mundiais e brasileiros de diversos setores para catalisar ideias e soluções para mitigar o impacto do aquecimento global na saúde humana. A conferência está alinhada com o país anfitrião da COP para garantir que as propostas dos participantes possam influenciar diretamente a agenda de ação e os elementos de negociação da COP.
A equipe de Saúde da COP 30, liderada pela Dra. Mariângela Simão, também estará no evento, com foco no desenvolvimento da agenda de saúde para a conferência do clima em Belém.
A Forecasting Healthy Futures, ou FHF, é um consórcio global de organizações e indivíduos membros, lançado inicialmente pela Malaria No More e com financiamento da Reaching the Last Mile. A FHF trabalha para impulsionar a inovação e o investimento em novas estratégias e tecnologias para proteger a saúde das pessoas dos impactos das mudanças climáticas. Durante 3 dias, representantes de governos, pesquisadores e empresários de diferentes áreas, profissionais de saúde e instituições financeiras de desenvolvimento irão tratar de temas que viabilizem sistemas de saúde resilientes e permitam esforços imediatos de resposta para salvar vidas nos países mais vulneráveis do mundo.
- Dia 1 (8 de abril) – “Inspirando inovação em clima e saúde”: As discussões abordarão os impactos na saúde e as oportunidades para a conservação da biodiversidade e a reforma do uso da terra, soluções baseadas na natureza para a saúde, incluindo oceanos, florestas, agricultura e água, bem como novas descobertas de pesquisas e insights de jovens pesquisadores e inovadores.
- Dia 2 (9 de abril) – “Capacitando defensores da saúde”: Este dia será focado em exigir ações urgentes contra as mudanças climáticas, reformas políticas significativas e parcerias público-privadas para uma adaptação eficaz e proteção da saúde em locais vulneráveis.
- Dia 3 (10 de abril) – “Simpósio conjunto sobre finanças climáticas para a Saúde”: O último dia do FHF Global Summit será coorganizado pelo Banco Asiático de Desenvolvimento e promoverá o acesso equitativo ao financiamento para a adaptação do setor de saúde, além de explorar novas abordagens para priorizar e monitorar investimentos em resiliência climática e melhoria da saúde.
Uma pesquisa inédita da Accenture será apresentada durante o evento, fornecendo novos dados e insights de líderes empresariais de dez indústrias e as maneiras como estão respondendo aos desafios trazidos pelos impactos da saúde causados pelo aquecimento global.
Kelly Willis, que lidera o Forecasting Healthy Futures, destaca a importância dos temas da edição brasileira da conferência. “Um dos nossos principais objetivos é aumentar o investimento em estratégias inovadoras de adaptação climática que protejam nossa saúde dos impactos do aquecimento global. A agenda climática global subestimou o impacto do aquecimento global na saúde humana. Recursos são urgentemente necessários hoje para ajudar as comunidades vulneráveis a responder às ameaças imediatas à nossa saúde causadas pelas mudanças climáticas e para construir sistemas de saúde mais resilientes ao clima, adequados para o futuro. Nosso objetivo é acelerar os esforços em andamento para garantir que o financiamento climático adequado e equitativo esteja disponível para investimentos em adaptação nos países mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas na saúde e à degradação da biodiversidade”, destaca.
Ondas de calor extremo, inundações, secas e tempestades têm impactos profundos na saúde humana. De doenças respiratórias e problemas cardíacos à propagação de doenças transmitidas por vetores, como malária e dengue, e eventos climáticos que afetam a segurança alimentar e hídrica, nossa saúde está sendo atacada pelo aquecimento global. Os eventos climáticos extremos também afetam a saúde mental e colocam uma enorme pressão sobre os sistemas de saúde.
De acordo com o relatório The Cost of Inaction (O custo da inação), publicado pelo Banco Mundial em 2024, a mudança climática já está agravando doenças, aumentando a frequência de eventos climáticos extremos e afetando sistemas alimentares — e esses impactos tendem a piorar. O documento aborda os impactos da mudança climática na saúde em países de baixa e média renda (LMICs) e o custo econômico da inação. Entre 2026 e 2050, espera-se que a mudança climática cause entre 4,1 bilhões e 5,2 bilhões de casos de doenças e 14,5 a 15,6 milhões de mortes nesses países. As regiões mais afetadas serão África Subsaariana (SSA) e Sul da Ásia (SA), que juntas suportarão quase 70% do total de casos e mortes. O custo econômico estimado dessas consequências varia entre 8,6 trilhões e 20,8 trilhões de dólares até 2050.
Sobre o Forecasting Healthy Futures
O Forecasting Healthy Futures se empenha para proteger e expandir os ganhos globais, no contexto das mudanças climáticas. Abordamos a nossa missão inspirando o compromisso com a ação de mitigação nos setores público e privado, promovendo o investimento em intervenções de saúde comprovadas e emergentes para lidar com o impacto do aquecimento global e acelerando a inovação para tornar os sistemas de saúde mais resistentes às ameaças climáticas do futuro.
Fonte: Assessoria