O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, afirmou que o financiamento de US$ 1,3 trilhão necessário para apoiar países em desenvolvimento diante da crise climática não será coberto pelos países desenvolvidos. A declaração foi feita nesta segunda-feira (31), durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
Origem do financiamento
O valor foi definido com base em um relatório elaborado por um grupo de economistas e resulta de um acordo entre os governos do Brasil e do Azerbaijão, país que sediou a COP29 em 2024, em Baku.
Segundo Corrêa do Lago, o financiamento não será proveniente diretamente dos orçamentos das nações desenvolvidas, mas buscará alternativas de captação, considerando o impacto econômico da crise climática nos países em desenvolvimento.
Estratégias para a captação dos recursos
Para viabilizar a arrecadação, será elaborado um relatório estruturado com apoio do Ministério da Fazenda, em parceria com o governo do Azerbaijão. Após a finalização do documento, a proposta será negociada com os países desenvolvidos.
Além do modelo tradicional de financiamento climático, outras opções estão sendo analisadas, como taxação sobre petróleo e aviação. A intenção é diversificar as fontes de arrecadação, reduzindo a dependência de repasses diretos entre países.
Desafios na obtenção do financiamento
Corrêa do Lago destacou que captar US$ 1,3 trilhão representa um desafio significativo. Ele citou que até mesmo a meta de US$ 100 bilhões, estabelecida para o período de 2020 a 2025, teve sua efetivação contestada por analistas.
Os debates sobre os recursos necessários para o enfrentamento da mudança climática devem continuar nos próximos meses, à medida que a COP30, prevista para 2025, em Belém, se aproxima.