O Pará se consolida como centro estratégico nas discussões ambientais globais e busca se posicionar como referência na neutralização de emissões de gases do efeito estufa. O governador Helder Barbalho defendeu essa agenda durante debate promovido por O Globo, Valor Econômico e CBN, em Belém, com o tema “COP 30: momento decisivo para o enfrentamento da crise climática global”.
O evento reuniu autoridades e especialistas para discutir o impacto da COP 30 no Brasil e no mundo. Helder Barbalho participou do painel “A floresta em foco: o que o Brasil e o mundo esperam da COP 30”, ao lado de pesquisadores e especialistas do setor ambiental.
O governador destacou que o Pará está implementando um sistema jurisdicional de REDD+ para medir e certificar créditos de carbono gerados pela redução do desmatamento. Ele ressaltou a necessidade de fortalecer o mercado de carbono como estratégia para a neutralização das emissões e alertou sobre a importância da valorização econômica da floresta para garantir sua preservação.
Em 2024, o estado realizou a negociação mais valorizada do mundo por tonelada jurisdicional de carbono, movimentando R$ 1 bilhão. A expectativa é gerar 300 bilhões de toneladas de carbono até 2027, com benefícios diretos para comunidades indígenas, quilombolas e produtores rurais.
O governador também destacou a COP 30 como um momento chave para o debate sobre mudanças climáticas, ressaltando que o evento acontecerá na Amazônia, um dos principais biomas do planeta. Ele reforçou a necessidade de discutir estratégias para reduzir as emissões na região, onde 95% são provenientes do uso da terra.
A pecuária, setor estratégico para a economia do Pará, também foi abordada. O estado implementou um programa de rastreabilidade individual do rebanho bovino, buscando atender às exigências do mercado e evitar embargos comerciais. A meta é garantir rastreabilidade total até dezembro de 2026.
“Um estado que consome apenas 10% do que produz precisa entender que deve se moldar para o mercado consumidor, seja ele o mercado consumidor nacional, da exportação nacional, seja o mercado da exportação internacional. Vencemos essa etapa e estamos já na fase da implementação da rastreabilidade individual e temos uma meta ousada até dezembro de 2026, a integralidade da rastreabilidade individual, do nascimento ou abate no pasto até a circulação para a indústria da carne”, explicou o governador.
Por fim, Helder reforçou o compromisso do Brasil com a restauração de 12 milhões de hectares de florestas e defendeu a viabilidade econômica do mercado de carbono como ferramenta essencial para enfrentar a crise climática.
Com informações de Agência Pará