O presidente da França, Emmanuel Macron, esteve nesta quinta-feira (06) na Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém, em um encontro que simbolizou um marco da cooperação científica e diplomática entre os dois países. A visita ocorreu no Campus Guamá, às margens do Rio Guamá, antes do encontro bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para a tarde, como parte da agenda da Cúpula dos Líderes que antecede a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).

Macron recebeu escolta especial da Polícia Federal e da Marinha do Brasil durante toda a visita. Antes do embarque, a embarcação passou por varredura minuciosa contra bombas e ameaças químicas, biológicas, radiológicas e nucleares, realizada pela PF em parceria com a Marinha do Brasil, garantindo a segurança do presidente francês e das centenas de autoridades estrangeiras presentes na Cúpula do Clima, que ocorre nesta quinta-feira (06) e sexta-feira (07) de novembro e antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30).
Recebido pelo reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, e pela ministra Luciana Santos, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Macron também foi acompanhado por cientistas e pesquisadores que participaram da expedição. O reitor destacou a importância da visita.
“Este momento representa a culminância dos acordos e cooperações que já vínhamos construindo ao longo dos anos com várias instituições de ensino e pesquisa da França. Nos sentimos muito honrados com a visita de Emmanuel Macron para que possamos fortalecer estes laços, disse o reitor.

Durante a visita, Macron fez uma breve declaração ao Movimento Ciência e Vozes da Amazônia na COP 30. “Olá estudantes e professores da Universidade Federal do Pará. É um prazer estar nesta instituição e conhecer um pouco do que vocês fazem aqui”, declarou.
Também participaram da recepção o embaixador da França, Emmanuel Lenain; a comissária da temporada da França no Brasil 2025, Anne Louyot; representantes de instituições científicas francesas, como o CNRS, CIRAD e IRD, além de autoridades locais e internacionais.
Ciência e interculturalidade em ação
A Caravana Fluvial Iaraçu partiu de Manaus em 28 de outubro e percorreu os estados do Amazonas, Amapá e Pará, realizando paradas em comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas para ouvir relatos locais e identificar iniciativas de enfrentamento às mudanças climáticas. O projeto permite que pesquisadores coletem amostras de água, sedimentos e outros materiais essenciais para avaliar os impactos ambientais na biodiversidade da Amazônia.
A iniciativa é promovida pelo Institut de Recherche pour le Développement (IRD), Embaixada da França no Brasil, Centro Franco-Brasileiro para a Biodiversidade Amazônica (CFBBA), UFPA, UFAM, CNPq, CAPES e MCTI. O objetivo dela é promover o diálogo entre cientistas e populações locais, unindo conhecimento acadêmico e saberes tradicionais.
Com a chegada a Belém, a caravana agora acompanha as discussões da Cúpula do Clima e permanecerá na cidade até o encerramento da COP30, que ocorrerá entre os dias 10 e 21 de novembr.
Texto: Júlia Marques com informações do Portal Gov.br e Ascom UFPA.



