Ministro Jader Filho aponta cidades como ponto de partida para solução climática

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Tarik Duarte/DOL – A discussão sobre o papel dos centros urbanos nas mudanças climáticas ganha destaque em debates internacionais, com foco na necessidade de adaptação e mitigação dos impactos ambientais.
Nesse contexto, o ministro das Cidades, Jader Filho, fez um balanço sobre os primeiros dias da COP30 e apontou que as cidades devem ocupar posição central nas discussões climáticas, uma vez que abrigam a maior parte da população mundial.

Cidades como protagonistas da solução climática

“As cidades precisam ser vistas como parte fundamental da resposta aos desafios ambientais e, portanto, para assumir esse papel, os centros urbanos necessitam receber os investimentos adequados em infraestrutura”, afirma o ministro.

De acordo com ele, esta abordagem permitirá que as localidades estejam mais bem equipadas para enfrentar fenômenos climáticos extremos, semelhantes aos eventos registrados na região Sul do país.

Nesse sentido, entre as prioridades destacadas pelo ministro estão os projetos de macrodrenagem, destinados a eliminar ou diminuir significativamente os episódios de enchentes urbanas.

Com efeito, essas intervenções representam uma estratégia fundamental para proteger as comunidades dos impactos das chuvas intensas, cada vez mais frequentes devido às alterações no padrão climático.

Além disso, a implementação de sistemas de contenção em áreas de risco constitui outra medida prioritária mencionada. O titular do ministério afirma que obras do tipo visam eliminar a vulnerabilidade das famílias que residem próximas a morros e áreas sujeitas a deslizamentos.

Dessa forma, o objetivo é garantir que os moradores não enfrentem a insegurança de perder suas residências ou, em casos extremos, suas próprias vidas devido aos movimentos de terra provocados por instabilidades no solo.

Abastecimento hídrico

Especificamente para a região amazônica, o ministro destacou a urgência em solucionar questões relacionadas ao fornecimento de água potável. Assim, a medida busca evitar que as comunidades locais precisem percorrer grandes distâncias em busca desse recurso essencial.

“A preocupação se intensifica durante os períodos de estiagem, quando o acesso à água se torna ainda mais desafiador para as populações ribeirinhas e rurais da região”, completou Jader Filho.

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